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temas:cyberpunks

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lAbOrAtÓrIO dE IdEIAs: cYbErpUnks & A ÉtIcA pIrAtA

funcionamento: clube de leitura, realizado em “ciclos” para fins de troca, criação e hacking de ideias. que também poderá ser utilizado como exercício de escrita rumo a um Hipertexto Cooperativo. a cada mês será sugerido um ou mais textos para que no encontro possamos discutir as ideias que mais nos interessaram nele(s).

responsável: léo pimentel


CICLO #01 - ANTIGUIDADE CYBERPUNK

[01] CICLO #01 - ANTIGUIDADE CYBERPUNK - brincando com a periodização das épocas históricas da humanidade, nomeei assim os primórdios da chamada “cultura livre” (reunião das subculturas que formam uma agenda política em torno da livre reprodução de arquivos digitais), onde escritores de Ficção Científica nos alertavam à necessidade de se estabelecer novas ideias críticas em torno do elo político emergido da cultura tecnológica e digital (cultura que é ao mesmo tempo a estrutura de impérios, distopias opressoras, e a ferramenta para a auto-organização das multidões, utopias libertárias).


CICLO #02 - RENASCIMENTO CYBERPUNK

novamente tomo emprestado um termo histórico que visa caracterizar um período. no caso, o “renascimento” (período europeu marcado por grandes transformações nas mais diversas áreas do conhecimento). tal empréstimo nos serve para caracterizar o cyberpunk também como um tipo de marca histórica de ruptura com antigas estruturas. se na “antiguidade cyberpunk” fizemos uso de escritores de ficção científica e de suas respectivas obras para nos ajudar a entender os primórdios da crítica política e do pessimismo ao futuro do mundo tecnologizado, agora no “renascimento cyberpunk” faremos uso de nomes importantes das mais diversas áreas do conhecimento que fazem das expressões tecnológicas condições de transformação epistemológica, estética, política e social.


[#04|#02] quarto encontro do CICLO #02 - A cAtEdrAl E O bAzAr (Er!c. s. rAYmOnd)

04|março!16 - texto: A cAtEdrAl E O bAzAr (1998) por Eric. S. Raymond

eric. s. raymond:

A cAtEdrAl E O bAzAr:

links para o texto: [tradução em português] http://duzeru.org/wp-content/uploads/2015/10/a-catedral-e-o-bazar-eric-raymond.pdf [o original em inglês: http://www.catb.org/~esr/writings/cathedral-bazaar/cathedral-bazaar/].


[#03|#02] terceiro encontro do CICLO #02 - dEclArAçÃO dE IndEpEndÊncIA dO cIbErEspAçO (john perry barlow)

05|fev|16 - texto: dEclArAçÃO dE IndEpEndÊncIA dO cIbErEspAçO (1996) por John Perry Barlow

jon perry barlow: poeta e ensaísta americano, ex-criador de gado, e cyberlibertário. também ex-letrista da banda Grateful Dead e membro fundador da Electronic Frontier Foundation e da Freedom of the Press Foundation. desde maio de 1998, ele é parceiro do Berkman Center for Internet and Society da Universidade de Harvard. ele foi identificado pela revista Time como um dos "School of Rock: 10 Supersmart Musicians".

dEclArAçÃO dE IndEpEndÊncIA dO cIbErEspAçO: Em 08 de fevereiro de 1996, John Perry Barlow (um dos três fundadores da Electronic Frontier Foundation, nos Estados Unidos) escreveu a Declaração de Independência do Ciberespaço , um documento direcionado aos governos reunidos em torno do Fórum Econômico Mundial. A Declaração foi escrita em resposta à Lei das Telecomunicações promovida pelo os EUA. Naquele mesmo ano, como temos visto nos últimos tempos, foi uma lei de reforma imposta basicamente por “analfabetos” tecnológicos que querem nos dizer o que ler, por que e como consumir. Os ideais de Barlow ainda são válidos porque os governos, os lobbistas de propriedade intelectual e outros grupos de poder, permanecem tiranizando a vontade e a cultura da internet. Esta rede de comunicações, de redes sociais, onde qualquer pessoa pode iniciar uma revolução, pois não existe um centro e o sentido de humanidade é mais extenso: o ciberespaço.

links para o texto: [tradução em português] http://opartidopirata.blogspot.com.br/2011/06/uma-declaracao-de-independencia-do.html [o original em inglês: https://projects.eff.org/~barlow/Declaration-Final.html ].


[#02|#02] segundo encontro do CICLO #02 - thE hAckEr crAckdOwn (bruce sterling)

27|nov|15 - texto: thE hAckEr crAckdOwn (1992) de bruce sterling

Bruce Sterling: autor estadounidense de ficção científica mais conhecido pelas suas obras na antologia Mirrorshades. Trabalho este que contribuiu com a definição do gênero “cyberpunk”. https://pt.wikipedia.org/wiki/Mirrorshades//link wikipédia

thE hAckEr crAckdOwn: o livro discute eventos da subcultura hacker do início dos anos 1990. O tópico mais notável é a cobertura sobre a Operação Sundevil e os acontecimentos que envolveram a guerra (1987-1990) contra a Legion of Doom: o ataque a Steve Jackson Games, o julgamento de "Knight Lightning" (um dos jornalistas originais da Phrack), e a formação subsequente do Electronic Frontier Foundation. O livro também traz os perfis de gosto da "Emmanuel Goldstein" (editora de 2600: The Hacker Quarterly), o ex-procurador-geral adjunto do Arizona Gail Thackeray, FLETC instrutor Carlton Fitzpatrick, Mitch Kapor e John Perry Barlow.

links para o texto: [1] em espanhol: http://kamita.com/misc/sf/the_hacker_crackdown.pdf [2] original em inglês: http://www.mit.edu/hacker/hacker.html ou http://manybooks.net/titles/sterlingetext94hack11a.html


[#01|#02] primeiro encontro do CICLO #02 - mAnIfEstO cIbOrgUE (donna haraway)

30|out|15 - texto: “manifesto ciborgue” de donna haraway

Donna Haraway:. Biologa e feminista, Haraway é professora de História da Consciência na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. Seus trabalhos influenciaram os chamados Estudos Culturais e Estudos de Mulheres (como a Teoria Literária e Filosofia). Seu trabalho mais famoso é o “Manifesto ciborgue”, originalmente publicado na Socialist Review, em 1985, e que depois se tornou um dos capítulos do livro Simians, Cyborgs and Women – The Reivention of Nature (1991).

mAnIfEstO cIbOrgUE: Publicado pela primeira vez em 1985, o manifesto de Haraway utiliza o ciborgue como uma imagem condensada das transformações sociais e políticas do Ocidente na virada do século. Essas transformações dizem respeito, principalmente, aos desafios trazidos pelo binômio ciência & tecnologia, tanto no que diz respeito à nossa percepção do mundo e de nós mesmos, quanto para as nossas relações sociais.

Com as novas tecnologias, as fronteiras entre os animais e os seres humanos, entre o orgânico e o inorgânico, entre cultura e natureza entram em colapso. A microeletrônica resulta numa desmaterialização numérica do mundo, numa indiferenciação cada vez maior entre o visível e o não-visível, entre o físico e o não-físico. A biotecnologia sugere um novo entendimento sobre o que seria a vida, focalizando a sua dimensão molecular. fonte deste texto

links para o texto: [1] livro coletânia de textos aqui (o “manifesto ciborgue” é o terceiro artigo deste). [2] versão original do texto em inglês

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